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DUKE ELLINGTON
Diferente
de Billie Holiday, quase não se ouve falar
da vida particular de Edward Kennedy “Duke” Ellington. Os comentários
mais comuns, afora sua extensa obra, são relacionados ao apelido de “Duke”
ganho pelo seu ar de nobreza e às flechas que disparava em direção
aos espécimes do sexo oposto. Tinha uma coleção de frases
que quase sempre garantiam bons resultados; “Agora sei porque tive que nascer...
simplesmente para conhecê-la, querida”; “É um anjo, sem dúvida.
Estou vendo suas asinhas refletindo no teto” ou, quando encontrava uma mulher
a qual não havia sido apresentado, disparava a pergunta “e de quem é
esta menina?”.
Duke nasceu em 1899 em Washington. Nos anos 20 mudou-se para New York, onde começaram a surgir suas primeiras composições importantes. Na década seguinte sua produção tornou-se mais sofisticada. Meusmo com o desaparecimento das big bands, seu trabalho continuou se mostrando maravilhoso. Isto faz com que seu nome seja sempre lembrado quando se fala em sucesso de um único nome, seja com o jazz tradicional ou com o jazz moderno.
“A orquestra é meu instrumento”, costumava dizer. Duke destacou-se dos demais líderes de bandas da época principalmente pelo seu uso sutil do acompanhamento vocal e pelo seu senso inato para orquestração. Boa parte de suas mais famosas composições foram construídas a partir de melodias improvisadas pelos seus músicos.
Os concertos no Carnegie Hall não podem deixar de ser citados, principalmente uma de suas obras maiores, a famosa suíte Black, Brown and Beige, em 1943, inspirada na história da América negra.
Duke Ellington morreu em 1974. No título de sua autobiografia, ele resume sua vida: Music is my mistress (A Música é minha amante).
(Re)Conheça um trecho de uma interpretação de Duke Ellington