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LOUIS ARMSTRONG
Louis
Daniel Armstrong, nasceu no dia 4 de julho de 1900, em New Orleans, berço
do jazz. Filho de trabalhadores braçais e neto de escravos, Dippermouth
(seu apelido original, algo como “Boca de Concha”) achou melhor levar uma vida
diferente e, ainda pequeno, cantava e dançava na rua com outros garotos.
Foi em New Orleans que, aos 13 anos, começou a aprender música numa escola de correção para menores, para onde havia sido mandado após dar tiros para o ar com uma pistola. Ele estava apenas comemorando o Ano Novo. Lá tentou diversos instrumentos até que encontrou sua voz no cornetim. Aos 18, após vários empregos e passagens por diversas bandas, Armstrong substituiu seu ídolo, King Oliver, na banda de Ory Brownskin (líder da primeira banda de jazz negra a gravar).
Satchmo (seu apelido desde o iníco da carreira, uma contração de satchel - bolsa, sacola - e mouth -boca) supreendia a todos por onde quer que passasse. Em 1924 vai para New York e começa a se destacar trabalhando com pequenas e grandes bandas, assim como acompanhando grandes damas do jazz, como Bessie Smith.
Seu gosto pela improvisação e sua maestria em tocar blues, fizeram com que o jazz se transformasse em um veículo para solistas, diferente da idéia de conjunto vigente até então. Tornou-se um verdadeiro embaixador da boa música americana. Quando começou a cantar, seu vozeirão grosso e marcante mostrou-se tão importante quanto seu estilo de tocar trumpete. Seu maior sucesso, sem dúvida, é What a wonderful world. Participou como ator convidado em vários filmes como Hello, Dolly! e Alta Sociedade (de 1956, último filme de Grace Kelly, onde além dela e Armstrong, ainda cantam Frank Sinatra e Bing Crosby).
O músico teve quatro esposas: Daisy Parker, uma prostituta (1918); Lil(lian) Hardin, uma pianista de jazz que lhe deu alguma instrução musical formal (1924); Alfa Smith (1938); e Lucille Wilson, um showgirl (1942). Conta-se que, acompanhado de Lucille, em uma visita ao Papa Pio XII, Armstrong com seu eterno bom humor não resistiu à tentação de fazer o santo padre dar umas risadas. No meio da entrevista, o Papa pergunta se ambos tem filhos. Louis abre um de seus famosos sorrisos largos e dispara: “Não, Santidade, mas nos divertimos muito tentando”. O Papa parou por alguns segundos, como se estivesse traduzindo a resposta para logo começar um esforço inútil para não rir. Quando começou a gargalhar, um cardeal presente apressou-se em levá-lo dali em sua cadeira de rodas, encerrando imediatamente a entrevista.
Louis Armstrong morreu no dia 6 de julho de 1971, em New York.
(Re)Conheça trechos de duas canções imortalizadas por Louis Armstrong